Dubitando, ad veritatem parvenimus... aliquando! Duvidando, chegamos à verdade... às vezes!
 
Concordância / Harmonia dos quatro Evangelhos (8)

Morte de Lázaro

| Jo 11, 1-16 |

Estava, porém, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de Marta, sua irmã. Maria, porém, era a que ungiu o Senhor com unguento, e enxugou os pés dele com os seus cabelos; cujo irmão Lázaro estava enfermo.

As irmãs enviaram, pois, [alguém] até ele, dizendo: «Senhor, eis que aquele que amas está enfermo!» Ouvindo, porém, Jesus disse-lhe: «Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela!» Jesus, porém, amava Marta e a irmã dela e Lázaro.

Quando, pois, ouviu que ele estava enfermo, então, ficou no lugar onde estava, por dois dias.

Em seguida, depois disto, diz aos discípulos: «Vamos novamente para a Judeia». Dizem-lhe os discípulos: «Rabbi, agora os Judeus procuravam apedrejar-te, e vais novamente para lá?»

Respondeu Jesus: «Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas se andar de noite, tropeça, porque a luz não está nele». Disse estas coisas, e depois disto diz-lhes: «Lázaro, o nosso amigo, dorme; mas vou para o despertar do sono!»

Disseram-lhe, pois, os discípulos: «Senhor, se dorme, estará salvo». (Mas Jesus falara da morte dele; eles, porém, pensaram que ele falava do repouso do sono.) Então, pois, Jesus disse-lhes claramente: «Lázaro morreu; e alegro-me por causa de vós, para que acrediteis, porque eu não estava lá; mas vamos até junto dele!»

Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos condiscípulos: «Vamos também nós, para morrermos com ele».

Questão sobre o divórcio

| Mt 19, 3-9 | Mc 10, 2-12 |

E aproximaram-se dele uns Fariseus. E aproximando-se, os Fariseus interrogavam-no se é lícito ao varão repudiar a esposa, tentando-o e dizendo se «é lícito ao homem repudiar a sua esposa por qualquer motivo».

Ele, porém, respondendo, disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?» Eles, porém, disseram: «Moisés permitiu escrever libelo de repúdio e repudiar».

Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: «Pela vossa dureza de coração, ele escreveu-vos esse mandamento! Não lestes que o Criador, desde o princípio da criação, porém, os fez macho e fêmea, e disse: 'Por isto, o homem deixará o seu pai e a mãe e unir-se-á à sua esposa; e serão os dois uma só carne'? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus juntou, o homem não o separe».

E em casa, os discípulos interrogavam-no novamente sobre isso. Dizem-lhe: «Porque mandou, pois, Moisés dar libelo de repúdio e repudiá-la?»

E diz-lhes [Jesus]: «Porque Moisés, pela vossa dureza de coração, permitiu-vos repudiar as vossas esposas. Mas, desde o princípio, não foi assim. Digo-vos, porém, que qualquer um que repudiar a sua esposa, a não ser por fornicação, e casar com outra, comete adultério contra ela. E se ela, tendo repudiado o seu marido, casar com outro, comete adultério».

Continência voluntária

| Mt 19, 10-12 |

Dizem-lhe os {seus} discípulos: «Se é assim a condição do homem com a mulher, não convém casar!»

Ele, porém, disse-lhes: «Nem todos compreendem {esta} palavra, mas aqueles a quem foi dado. Pois existem eunucos que nasceram eunucos do útero da mãe; e existem eunucos que foram feitos eunucos pelos homens; e existem eunucos que se fizeram eunucos a si mesmos, por causa do Reino dos Céus.

Quem pode compreender, compreenda».

Jesus e as crianças

| Mt 19, 13-15 | Mc 10, 13-16 | Lc 18, 15-17 |

E então, porém, traziam-lhe também crianças, as criancinhas, para que as tocasse. Foram-lhe apresentadas crianças, para que lhes impusesse as mãos e orasse. Vendo, porém, os discípulos repreenderam (repreendiam)-nas.

Jesus, porém, vendo, indignou-se, e chamou-as e disse-lhes, dizendo: «Deixai vir a mim as crianças e não as proibais de vir a mim, porque das tais é o reino de Deus (o Reino dos Céus)! Amém, digo-vos: Todo o que não receber o Reino de Deus como criança, não entrará nele».

E, abraçando-as, abençoava-as, pondo as mãos sobre elas.

E, depois de lhes impor as mãos, partiu dali.

O jovem rico e o perigo das riquezas

| Mt 19, 16-26 | Mc 10, 17-27 | Lc 18, 18-27 |

E eis que, pondo-se ele a caminho, um chefe interrogou-o: Um [homem] acorrendo, aproximando-se dele e ajoelhando-se diante dele, interrogava-o, dizendo (disse): «Bom Mestre, que farei de bom, para, tendo feito, herdar a vida eterna (para ter a vida eterna)?»

Jesus, porém, disse-lhe: «Porque me chamas bom? Porque me perguntas sobre o que é bom? Ninguém é bom, senão um: Deus. Um é o bom. Se, porém, queres entrar na vida, guarda os mandamentos. Conheces os mandamentos». Diz-lhe [o jovem]: «Quais?»

Jesus, porém, disse: «Não mates (não matarás), não cometas adultério (não cometerás adultério), não roubes (não roubarás), não digas falso testemunho (não dirás falso testemunho), não faças fraudes, honra o teu pai e a [tua] mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo».

Diz-lhe o jovem (ele, porém, disse (afirmou)-lhe): «Mestre, tudo isso guardei desde a minha juventude. Que me falta ainda?»

Ouvindo, porém, Jesus olhou-o, amou-o e disse (afirmou)-lhe: «Ainda te falta (resta) uma coisa, se queres ser perfeito: Vai, vende tudo quanto tens, os teus bens, e dá (distribui) aos pobres, e terás um tesouro nos Céus (no Céu); e vem: segue-me!»

O jovem, porém, tendo ouvido a palavra, tendo ouvido isto, entristeceu-se, pois era muito rico. Ele, porém, pesaroso com a palavra, retirou-se triste, porque tinha muitos bens.

E Jesus, olhando em redor, vendo-o, porém {tornado triste}, disse (diz) aos seus discípulos: «Quão dificilmente os que têm riquezas entrarão (penetrarão) no Reino de Deus! Amém, digo-vos que um rico dificilmente entrará no Reino dos Céus!»

Os discípulos, porém, maravilhavam-se das palavras dele; mas Jesus, respondendo novamente, diz-lhes: «Filhos, quão difícil é entrar no Reino de Deus! Novamente, porém, vos digo: É, pois, mais fácil um camelo passar (entrar) pelo furo duma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!...»

Tendo ouvido, porém, os discípulos mais se admiravam fortemente. Disseram, porém, os que tinham ouvido, dizendo entre si: «E quem pode, pois, ser salvo?» Olhando-os, porém, Jesus disse (diz)-lhes: «Para os homens, isto é impossível, mas não para Deus, porém: Pois todas as coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus».

Recompensa do desprendimento pelo Reino de Deus

| Mt 19, 27-30 | Mc 10, 28-31 | Lc 18, 28-30 |

Então, respondendo, Pedro, porém, disse-lhe (começou Pedro a dizer-lhe): «Eis que nós deixámos tudo e, tendo deixado o que é nosso, seguimos-te. Então, que haverá para nós?»

Jesus, porém, disse (afirmou)-lhes: «Amém, digo-vos, que vós, que me seguistes, na regeneração, quando o Filho do Homem se sentar no trono da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, julgando as doze tribos de Israel.

E todo o que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou campos... por causa do meu nome, receberá o cêntuplo e herdará a vida eterna. Amém, digo-vos que ninguém existe que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, (ou pais,) ou filhos, ou campos... por causa de mim e por causa do Evangelho, por causa do Reino de Deus, que não receba muito mais, o cêntuplo, agora, neste tempo: casas e irmãos e irmãs e mães e filhos e campos... com perseguições, e no século vindouro a vida eterna.

Mas muitos primeiros serão últimos; e os últimos serão primeiros».

Parábola dos operários enviados para a vinha

| Mt 20, 1-16 |

«Pois o Reino dos Céus é semelhante a um homem, dono da casa, que saiu de madrugada a contratar operários para a sua vinha.

Ajustando, porém, com os operários um denário por dia, enviou-os para a sua vinha.

E saindo por volta da hora terceira, viu outros que estavam na praça, ociosos; e disse-lhes: 'Ide também vós para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo'. Eles, porém, foram.

Novamente {porém} saindo cerca da sexta e da hora nona, fez do mesmo modo.

Cerca da undécima hora, porém, saindo, encontrou outros que lá estavam; e diz-lhes: 'Porque estais aqui todo o dia, ociosos?' Dizem-lhe: 'Porque ninguém nos contratou'. Diz-lhes: 'Ide também vós para a vinha'.

Chegada, porém, a tarde, diz o senhor da vinha ao seu procurador: 'Chama os operários e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até aos primeiros'.

E vindo os que tinham vindo cerca da hora undécima, receberam um denário cada um.

E vindo os primeiros, julgaram que iriam receber mais; e receberam, também eles, um denário cada um. Ao receber, porém, murmuravam contra o dono da casa, dizendo: 'Estes últimos fizeram uma hora, e fizeste-os iguais a nós, que suportámos o peso do dia e o calor!'

Mas ele, respondendo a um deles, disse: 'Amigo, não te faço injustiça! Não ajustaste um denário comigo? Toma o que é teu, e vai-te: quero, porém, dar também a este último tanto como a ti. {Ou} não me é lícito fazer o que quero nas minhas coisas? Ou o teu olho é mau, porque eu sou bom?'

Assim, os últimos serão primeiros; e os primeiros, os últimos.»

Terceiro anúncio da paixão

| Mt 20, 17-19 | Mc 10, 32-34 | Lc 18, 31-34 |

Estavam, porém, no caminho, subindo para Jerusalém; e Jesus ia diante deles, e maravilhavam-se. Eles, porém, seguindo-o, temiam.

E subindo Jesus a Jerusalém, e tomando (tomou), porém, novamente, os Doze {Discípulos}, à parte, começou a dizer-lhes as coisas que lhe haviam de acontecer; e, no caminho, disse-lhes (para eles) que «Eis que subimos a Jerusalém, e cumprir-se-á tudo o que foi escrito pelos Profetas para o Filho do Homem: O Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos Escribas, e condená-lo-ão à morte; e entregá-lo-ão aos gentios, para ser escarnecido, flagelado e crucificado. Será, pois, entregue aos gentios; e escarnecê-lo-ão e cuspi-lo-ão e flagelá-lo-ão (será escarnecido e injuriado e cuspido) e, depois de o flagelarem, matá-lo-ão; e ao terceiro dia (depois de três dias) ressuscitará!»

E eles não entenderam nada destas coisas; e essa palavra era-lhes oculta e não entendiam as coisas que eram ditas.

Pedido dos filhos de Zebedeu. O maior é o que serve

| Mt 20, 20-28 | Mc 10, 35-45 |

Então, aproximou-se dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, adorando e pedindo-lhe alguma coisa.

E aproximam-se dele Tiago e João, os filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: «Mestre, queremos que nos faças tudo o que te pedirmos».

Ele, porém, disse a ela: «Que queres?» — Disse-lhes: — «Que quereis que vos faça?»

Ela diz-lhe: «Diz que se sentem estes meus dois filhos, um à tua direita e um à tua esquerda, no teu reino». Eles, porém, disseram-lhe: «Concede-nos que, um à tua direita e outro à esquerda, nos sentemos na tua glória».

Respondendo, porém, Jesus disse-lhes: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu bebo — que eu estou para beber —, ou ser batizados no batismo em que eu sou batizado?» Mas eles disseram (dizem)-lhe: «Podemos».

Jesus, porém, disse (diz)-lhes: «Pois o meu cálice, que eu bebo, bebereis, e no batismo em que eu sou batizado, sereis batizados; mas sentar-se à minha direita e (ou) à esquerda, não me pertence dar {isso}, mas é para aqueles para quem está preparado pelo meu Pai!»

E ouvindo, os dez começaram a indignar-se: indignaram-se contra os dois irmãos Tiago e João.

E Jesus, porém, chamando-os para junto de si, disse (diz)-lhes: «Sabeis que os chefes, os que são reconhecidos chefiarem os gentios, deles se assenhoreiam; e que os grandes deles exercem poder sobre eles.

Mas não é assim (não será assim) entre vós; mas, qualquer um que quiser tornar-se grande entre vós, será o vosso criado; e qualquer um que entre vós quiser ser o primeiro, será o servo de todos vós.

Assim, pois, também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em redenção por muitos».

Cura do(s) cego(s) de Jericó

| Mt 20, 29-34 | Mc 10, 46-52 | Lc 18, 35-43 |

(Mt.: 2 cegos, à saída de Jericó / Mc.: 1 cego, à saída de Jericó / Lc.: 1 cego, à entrada de Jericó)

Aconteceu porém que, quando ele se aproximava de Jericó, um determinado cego estava sentado junto do caminho, pedindo esmola.

E vêm a Jericó.

E saindo eles de Jericó, seguiu-o grande multidão. E saindo ele de Jericó e os seus discípulos e uma multidão numerosa, o filho de Timeu, Bartimeu, um cego, mendigando, estava sentado junto do caminho. (/ E eis dois cegos, sentados junto do caminho.)

Ouvindo, porém, a multidão que passava, ele perguntava o que era aquilo. Disseram-lhe, porém, que «Jesus nazareno passa».

E ouvindo que é Jesus nazareno, começou a clamar e a dizer (e clamou, dizendo): «Filho de David, Jesus, tem compaixão de mim!» (/ Ouvindo que Jesus passava, clamaram, dizendo: «Tem compaixão de nós, {Senhor,} Filho de David!»)

E muitos, que iam à frente, repreendiam-no, para que se calasse (para que se silenciasse). (/ A multidão, porém, repreendia-os, para que se calassem.) Mas ele clamava muito mais: «Filho de David, tem compaixão de mim!» (/ Mas eles mais clamavam, dizendo: «Tem compaixão de nós, Senhor, Filho de David!»)

E parando, porém, Jesus mandou que o trouxessem até ele. Disse: «Chamai-o». (/ E Jesus, parando, chamou-os.) E chamaram o cego, dizendo-lhe: «Tem ânimo; levanta-te: ele chama-te!»

Ele, porém, lançando a sua capa, saltando, veio ter com Jesus.

Tendo-se ele aproximado, porém, Jesus interrogou-o e, respondendo-lhe, disse: «Que queres que te faça?» (/ E disse: «Que quereis que vos faça?)» O cego, porém, disse-lhe: «Rabboni, Senhor, que eu veja!» (/ Dizem-lhe: «Senhor, que os nossos olhos se abram!»)

E Jesus disse-lhe: «Vê! Vai: a tua fé salvou-te!» (/ Jesus, porém, compadecido, tocou os olhos deles.) E logo, naquele instante, viu e seguia-o pelo caminho, glorificando a Deus. (/ E imediatamente, viram e seguiram-no.)

E todo o povo, vendo, deu louvor a Deus.

Zaqueu, o publicano

| Lc 19, 1-10 |

E tendo entrado, [Jesus] atravessava Jericó.

E eis um varão de nome chamado de Zaqueu, e este era chefe de Publicanos e este era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque ele era de pequena estatura.

E correndo adiante, subiu a um sicómoro para vê-lo, porque ia passar por ali.

E quando veio ao lugar, olhando para cima, Jesus disse para ele: «Zaqueu, desce depressa, porque é preciso que eu fique hoje em tua casa!» E desceu depressa e recebeu-o com alegria.

E vendo, todos murmuravam, dizendo que «Entrou para se hospedar com um varão pecador!...»

Zaqueu, porém, de pé, disse ao Senhor: «Eis que dou aos pobres metade dos meus bens, Senhor; e se em alguma coisa defraudei alguém, restituo-lho quadruplicado».

Disse, porém, Jesus, para ele que «Hoje fez-se a salvação para esta casa, já que este também é filho de Abraão! Porque o Filho do Homem veio procurar e salvar o que se tinha perdido».

Parábola das minas

| Lc 19, 11-28 |

Ouvindo eles, porém, isso, prosseguindo, [Jesus] disse uma parábola, por estar perto de Jerusalém, e pensarem eles que o Reino de Deus se ia manifestar imediatamente.

Disse, pois: «Certo homem nobre partiu para uma região longínqua, tomar posse de um reino, e voltar. Chamando, porém, dez servos seus, deu-lhes dez minas, e disse para eles: 'Negociai até que eu venha'.

Mas os seus cidadãos odiavam-no, e enviaram uma embaixada após ele, dizendo: 'Não queremos este a reinar sobre nós'.

E aconteceu que, ao voltar ele, tendo tomado posse do reino, mandou chamar a si aqueles servos a quem deu o dinheiro, para saber quanto tinham negociado.

Veio, porém, o primeiro, dizendo: 'Senhor, a tua mina rendeu dez minas'. E disse-lhe [o senhor]: 'Está bem, servo bom! Porque foste fiel no pouco, terás autoridade sobre dez cidades'.

E veio o segundo, dizendo: 'A tua mina, Senhor, rendeu cinco minas'. Disse, porém, também a este: 'Fica tu também sobre cinco cidades'.

E o outro veio, dizendo: 'Senhor, eis a tua mina, que tinha guardado num lenço; pois tive medo de ti, porque és um homem severo: tomas o que não puseste e ceifas o que não semeaste'. Diz-lhe [o senhor]: 'Pela tua boca te julgo, servo mau! Sabias que eu sou um homem severo, tomando o que não pus e ceifando o que não semeei; e porque não deste o meu dinheiro a um banco? E eu, vindo, o teria retirado com juros!'

E disse aos que estavam presentes: 'Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem as dez minas!' E disseram-lhe: 'Senhor, ele tem dez minas!'

'Digo-vos que a todo o que tem, será dado; mas ao que não tem, até o que tem será tirado.

Quanto, porém, àqueles meus inimigos que não me queriam a reinar sobre eles, trazei-os aqui, e matai-os diante de mim'».

E ditas estas coisas, [Jesus] caminhava para diante, subindo para Jerusalém.

Ressurreição de Lázaro

| Jo 11, 17-44 |

Vindo, pois, Jesus encontrou-o já tendo quatro dias no túmulo.

Betânia, porém, estava próxima de Jerusalém cerca de quinze estádios. Muitos dos Judeus, porém, tinham vindo junto de Marta e de Maria, para as consolar acerca do irmão.

Marta, pois, ao ouvir que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, estava sentada em casa.

Disse, pois, Marta a Jesus: «Senhor, se estivesses aqui, o meu irmão não teria morrido! {Mas} também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to dará».

Diz-lhe Jesus: «O teu irmão ressuscitará...» Diz-lhe Marta: «Sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia».

Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida; quem acredita em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive e acredita em mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?» Diz-lhe [Marta]: «Sim, Senhor, eu acredito que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que vem ao mundo».

E dito isto, retirou-se e chamou Maria, a sua irmã, em segredo, dizendo: «O Mestre está [cá], e chama-te». Ela, porém, ouvindo isto, levanta-se depressa, e vem até junto dele; pois Jesus ainda não tinha entrado na aldeia, mas ainda estava naquele lugar onde Marta lhe viera ao encontro.

Os Judeus, pois, que estavam com ela em casa e a consolavam, vendo que Maria se levantou e saiu apressadamente, seguiram-na, pensando que «Vai ao túmulo para chorar lá».

Maria, pois, tendo chegado aonde Jesus estava, vendo-o, caiu aos pés dele, dizendo-lhe: «Senhor, se estivesses aqui, o meu irmão não teria morrido!»

Jesus, pois, quando a viu chorar, e os Judeus que tinham vindo com ela, a chorarem, suspirou em espírito e perturbou-se, e disse: «Onde o pusestes?» Dizem-lhe: «Senhor, vem e vê». Jesus lacrimejou.

Diziam, pois, os Judeus: «Eis como ele o amava!» Mas alguns deles disseram: «Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também que este não morresse?»

Jesus, pois, suspirando outra vez profundamente, vem ao túmulo: era, porém, uma gruta, e uma pedra sobreposta nela.

Diz Jesus: «Tirai a pedra». Diz-lhe Marta, irmã do defunto: «Senhor, já cheira mal, porque está há quatro dias!» Diz-lhe Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?»

Tiraram, pois, a pedra. Jesus, porém, levantou os olhos ao alto e disse: «Pai, graças te dou, porque me ouviste. Eu, porém, sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão que está em redor [é que eu] disse, para que eles acreditem que tu me enviaste».

E, tendo dito isto, clamou em alta voz: «Lázaro, vem para fora!»

Saiu o defunto, ligado nos pés e nas mãos com faixas, e o rosto dele estava envolto num lenço. Diz-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir».

Os chefes judeus decidem a morte de Jesus

| Jo 11, 45-53 |

Muitos, pois, dentre os Judeus, que tinham vindo junto de Maria, e que tinham visto o que ele fizera, acreditaram nele. Mas alguns deles foram ter com os Fariseus e disseram-lhes o que Jesus fizera.

Reuniram, pois, os sumos sacerdotes e os Fariseus o Sinédrio e diziam: «Que fazemos, porque este homem faz muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos acreditarão nele; e virão os Romanos, e tomarão tanto o nosso lugar como a nossa nação!»

Um deles, porém, Caifás, sendo o sumo sacerdote daquele ano, disse-lhes: «Vós não sabeis nada, nem pensais que é melhor para vós que morra um só homem pelo povo, e que não pereça a nação toda?»

Ele, porém, não disse isto por si mesmo; mas, sendo o sumo sacerdote daquele ano, profetizou que Jesus havia de morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para que os filhos de Deus, que eram dispersos, se reunissem num só.

Desde aquele dia, pois, tomaram conselho para o matarem.

Jesus retira-se para Efraim, na Judeia

| Jo 11, 54 |

Jesus, pois, já não andava manifestamente entre os Judeus, mas retirou-se dali para uma cidade próxima do deserto, para uma cidade chamada Efraim; e ali morava com os discípulos.

Procura de Jesus em Jerusalém

| Jo 11, 55-57 |

Estava, porém, próxima a Páscoa dos Judeus, e subiram muitos a Jerusalém, da região, antes da Páscoa, para se purificarem.

Procuravam, pois, Jesus e diziam uns aos outros, estando no templo: «Que vos parece? Que não virá à festa?» Os sumos sacerdotes, porém, e os Fariseus tinham dado ordem de que, se alguém soubesse onde ele estava, o indicasse, para que o prendessem.

Unção em Betânia, seis dias antes da Páscoa

| Mt (26, 6-13) | Mc (14, 3-9) | Jo 12, 1-11 |

Jesus, pois, seis dias antes da Páscoa, veio a Betânia, onde estava Lázaro, que Jesus ressuscitara dos mortos.

E encontrando-se, porém, Jesus em Betânia (estando ele em Betânia) na casa de Simão, o leproso, fizeram-lhe ali uma ceia e Marta servia. Lázaro, porém, era um dos que estavam à mesa com ele.

Estando ele à mesa, veio [e] aproximou-se dele uma mulher, tendo um alabastro de unguento de nardo puro, precioso (de grande preço); e, tendo quebrado o alabastro, derramou-o sobre a cabeça dele, que estava à mesa. Maria, pois, tendo tomado uma libra de unguento de nardo puro, precioso, ungiu os pés de Jesus e enxugou com os seus cabelos os pés dele. A casa, porém, encheu-se com o odor do unguento.

Vendo, porém, os discípulos indignaram-se (estavam, porém, alguns a indignarem-se entre si), dizendo: «Para que se fez este desperdício de unguento? Pois este unguento podia ser vendido por muito, por mais de trezentos denários, e dar-se aos pobres». — Diz, porém, Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: «Porque não se vendeu este unguento por trezentos denários e não se deu aos pobres?» (Ele disse isto, porém, não porque tivesse cuidado dos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, subtraía o que nela se lançava.) — E irritavam-se contra ela.

Sabendo, porém, Jesus disse-lhes, pois: «Deixai-a. (Deixa-a.) Porque (lhe) provocais incómodos à mulher? Pois ela fez uma boa obra para comigo (em mim), para que conserve isto para o dia da minha sepultura.

Porque sempre tereis pobres convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; a mim, porém, nem sempre me tendes.

Ela fez o que pôde. Pois, pondo ela este perfume sobre o meu corpo, fê-lo para o meu sepultamento: antecipou-se a ungir o meu corpo, para a sepultura.

Amém, porém, digo-vos: Em toda a parte, onde for pregado este Evangelho ao mundo inteiro (no mundo inteiro), também o que ela fez será narrado, para sua memória».

Soube, pois, a grande multidão de Judeus, que ele estava ali: e vieram, não só por causa de Jesus mas também para verem Lázaro, que ele ressuscitara dos mortos.

Tomaram conselho, porém, os sumos sacerdotes de matar também Lázaro; porque muitos, por causa dele, afastavam-se dos Judeus e acreditavam em Jesus.

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 


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