Dubitando, ad veritatem parvenimus... aliquando! Duvidando, chegamos à verdade... às vezes!
 
Concordância / Harmonia dos quatro Evangelhos (7)

Cura de um possesso mudo

| Lc 11, 14 |

E estava a expulsar um demónio {e este era} mudo. Aconteceu porém que, tendo saído o demónio, o mudo falou; e as multidões admiraram-se.

Jesus e Belzebu

| Lc 11, 15-23 |

Mas alguns deles disseram: «Por Belzebu, o príncipe dos demónios, ele expulsa os demónios!» Outros, porém, tentando-o, pediam dele um sinal do Céu.

Ele, porém, conhecendo os pensamentos deles, disse-lhes: «Todo o reino dividido contra si mesmo será desolado, e uma casa sobre uma casa cai.

Se, porém, também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demónios por Belzebu. Se eu, porém, expulso os demónios por Belzebu, os vossos filhos por quem os expulsam? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demónios, logo chegou a vós o Reino de Deus.

Quando um [homem] forte, armado, guarda o seu átrio, os seus bens estão em paz; mas, se um mais forte do que ele, sobrevindo, o vencer, tira toda a sua armadura, em que confiava, e distribui os seus despojos.

Quem não é comigo, é contra mim; e quem não junta comigo, dispersa».

Volta do espírito impuro

| Lc 11, 24-26 |

«Quando o espírito imundo sai do homem, deambula por lugares áridos, procurando repouso. E, não o encontrando, {então} diz: 'Voltarei para a minha casa, donde saí'.

E, vindo, encontra-a varrida e adornada. Então vai e leva outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali.

E o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro.»

A verdadeira felicidade

| Lc 11, 27-28 |

Aconteceu porém que, enquanto ele dizia estas coisas, certa mulher dentre a multidão, levantando a voz, disse-lhe: «Bem-aventurado o útero que te trouxe e os peitos em que te amamentaste!»

Mas ele disse: «Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!»

O sinal de Jonas e a rainha do Sul

| Lc 11, 29-32 |

Como afluíssem, porém, as multidões, começou ele a dizer: «Esta geração é uma geração má! Procura um sinal, e não lhe será dado sinal, senão o sinal de Jonas. Porque, como Jonas se tornou sinal para os Ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração.

A rainha do Sul levantar-se-á no Juízo contra os homens desta geração e condená-los-á; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e eis aqui mais do que Salomão.

Os varões ninivitas levantar-se-ão no Juízo contra esta geração e condená-la-ão; porque se arrependeram à pregação de Jonas; e eis aqui mais do que Jonas».

Parábola da lâmpada do corpo

| Lc 11, 33-36 |

«Ninguém, acendendo uma lâmpada, a põe em lugar oculto {nem debaixo do alqueire}, mas no candelabro, para que os que entram vejam a luz.

A lâmpada do corpo é o teu olho. Quando o teu olho for simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas se for mau, também o teu corpo será tenebroso.

Vê, pois, que a luz que está em ti não sejam trevas. Se, pois, todo o teu corpo for luminoso, não tendo nenhuma parte tenebrosa, será inteiramente luminoso, como quando a lâmpada te ilumina com o seu resplendor».

Contra os Fariseus e os Legistas, em casa de um fariseu

| Lc 11, 37-54 |

Enquanto, porém, [Jesus] falava, um fariseu pediu-lhe para almoçar com ele. Tendo entrado, porém, [Jesus] reclinou-se à mesa.

O fariseu, porém, vendo, admirou-se de que ele não se tivesse lavado primeiro, antes do almoço.

Disse, porém, o Senhor para ele: «Agora, vós, os Fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade!

Loucos, quem fez o exterior, não fez também o interior? Dai, porém, de esmola o que está dentro, e eis que todas as coisas serão limpas para vós.

Mas ai de vós, os Fariseus, porque dais o dízimo da hortelã e da arruda e de toda a hortaliça, e desprezais a justiça e o amor de Deus! Importava, porém, fazer estas coisas e não omitir aquelas.

Ai de vós, os Fariseus, porque amais a primeira cadeira nas sinagogas e as saudações nas praças!

Ai de vós, porque sois como os túmulos que não parecem, e os homens que andam por cima não conhecem!»

Respondendo, porém, um dos doutores da lei diz-lhe: «Mestre, dizendo isso, também nos afrontas a nós!»

Ele, porém, disse: «E ai de vós, os doutores da lei, porque carregais os homens com fardos insuportáveis, e vós não tocais nesses fardos nem com um dos vossos dedos!

Ai de vós, porque edificais os túmulos dos Profetas, mas os vossos pais mataram-nos. Assim sois testemunhas e aprovais as obras dos vossos pais; porque eles mataram-nos, mas vós edificais! Por isso, também a sabedoria de Deus disse: Mandar-lhes-ei Profetas e Apóstolos, e matarão e perseguirão alguns deles; para que seja requerido o sangue de todos os Profetas, a esta geração, derramado desde a criação do mundo, desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo. Sim, eu vos digo: Será requerido a esta geração!

Ai de vós, os doutores da lei, porque tomastes a chave da ciência! Vós mesmos não entrastes e impedistes os que entravam!»

E saindo ele dali, começaram os Escribas e os Fariseus a insistir fortemente, e a importuná-lo acerca de muitas coisas, armando-lhe ciladas, para apanharem alguma coisa da boca dele.

O fermento dos Fariseus

| Lc 12, 1 |

Entretanto, juntando-se miríades de multidão, de modo que se esmagavam uns aos outros, começou a dizer primeiro aos seus discípulos: «Acautelai-vos do fermento dos Fariseus, que é a hipocrisia!»

Testemunhar Jesus abertamente

| Lc 12, 2-12 |

«Mas nada há encoberto, que não venha a ser descoberto; nem oculto, que não venha a ser conhecido. Porque tudo o que dissestes nas trevas, será ouvido à luz; e o que falastes ao ouvido, nos cubículos, será proclamado nos tetos.

Digo-vos, porém, meus amigos: Não tenhais medo dos que matam o corpo, e depois disso não têm mais que [possam] fazer. Mas eu mostrar-vos-ei a quem temereis: Temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar na Geena! Sim, digo-vos: Temei esse!

Não se vendem cinco passarinhos por dois asses? E nem um deles é esquecido perante Deus. Mas até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais: Valeis mais do que muitos passarinhos.

Mas digo-vos: Todo aquele que me confessar perante os homens, também o Filho do Homem o confessará perante os anjos de Deus; mas quem me negar perante os homens, será negado perante os anjos de Deus.

E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á perdoado; mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado.

Quando, porém, vos conduzirem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não estejais solícitos de como, ou do que respondereis, ou do que direis; porque o Espírito Santo vos ensinará na mesma hora o que é necessário dizer».

Parábola do rico insensato

| Lc 12, 13-21 |

Disse-lhe, porém, um da multidão: «Mestre, diz ao meu irmão que divida comigo a herança!» Mas ele disse-lhe: «Homem, quem me constituiu juiz ou repartidor, sobre vós?»

Disse, porém, para eles: «Vede e acautelai-vos de toda a cobiça; porque mesmo na abundância, para um [homem,] a vida dele não está nas coisas que possui».

Disse, porém, uma parábola para eles, dizendo: «O campo de um homem rico produzira com abundância. E pensava consigo, dizendo: 'Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?' E disse: 'Farei isto: destruirei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todo o trigo e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te'.

Mas Deus disse-lhe: 'Insensato, esta noite pedir-te-ão a tua alma; mas o que preparaste para quem será?'

Assim é o que entesoura para si, e não é rico para Deus».

Cuidados temporais

| Lc 12, 22-32 |

Disse, porém, aos {seus} discípulos: «Por isso vos digo: Não estejais ansiosos para a vida, pelo que comereis, nem para o corpo, pelo que vestireis. Pois a vida é mais do que o alimento e o corpo [mais] do que a roupa.

Considerai os corvos, que não semeiam nem ceifam; que não têm despensa nem celeiro; e Deus alimenta-os. Quanto mais valeis vós do que as aves!

Qual de vós, porém, inquietando-se, pode acrescentar um côvado à sua estatura? Porque se nem a menor coisa podeis fazer, porque estais ansiosos com as outras?

Considerai os lírios, como crescem, não trabalham, nem fiam. Digo-vos, porém: Nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Se, porém, Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, [homens] de pouca fé?

E vós não procureis o que comereis, ou o que bebereis, e não estejais preocupados. Porque todas estas coisas, os povos do mundo procuram [-nas], mas o vosso Pai sabe que precisais delas.

Procurai antes o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas.

Não temas, pequeno rebanho, porque ao vosso Pai agradou dar-vos o reino».

O verdadeiro tesouro

| Lc 12, 33-34 |

«Vendei o que possuís e dai esmola. Fazei para vós bolsas que não envelhecem, um tesouro inesgotável nos Céus, aonde o ladrão não chega nem a traça corrói. Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração».

Servos vigilantes

| Lc 12, 35-38 |

«Estejam os vossos lombos cingidos e as lâmpadas acesas. E vós [sede] semelhantes a homens que esperam o seu senhor, quando voltar das bodas, para que, quando vier e bater [à porta], logo lhe abram.

Bem-aventurados aqueles servos, os quais o senhor, quando vier, encontrar vigilantes! Amém, digo-vos que se cingirá, e os fará reclinar-se à mesa e, passando, servi-los-á.

E se vier na segunda e se vier na terceira vigília, e assim os encontrar, bem-aventurados são eles!»

Apelo à vigilância

| Lc 12, 39-40 |

«Sabei, porém, isto: Se o dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não deixaria a sua casa ser arrombada.

E vós, estai preparados, porque, numa hora em que não pensais, virá o Filho do Homem».

Parábola do ecónomo fiel

| Lc 12, 41-48 |

Pedro, porém, disse: «Senhor, dizes esta parábola para nós, ou também para todos?»

E disse o Senhor: «Qual é o fiel ecónomo, prudente, que o Senhor porá sobre os seus servos, para dar a tempo a medida de trigo?

Bem-aventurado aquele servo que, quando vier o seu senhor, encontrar fazendo assim! Verdadeiramente, vos digo que o constituirá sobre todos os seus bens.

Mas, se aquele servo disser no seu coração: 'O meu senhor demora'; e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo num dia em que não espera e numa hora que não sabe, e dividi-lo-á, e porá a parte dele com os infiéis.

Mas aquele servo que conheceu a vontade do seu senhor, e não se preparou, nem fez conforme a vontade dele, [terá] muitos açoites; mas o que não a conheceu e fez coisas dignas de feridas, [terá] poucos açoites.

A todo, porém, a quem muito foi dado, muito se procurará dele; e a quem confiaram muito, mais pedirão dele».

Jesus, motivo de divisões

| Lc 12, 49-53 |

«Vim lançar fogo à terra; e que quero? Se já estivesse aceso!...

Tenho, porém, um batismo em que serei batizado; e como me angustio até que seja cumprido!

Pensais que vim trazer a paz à terra? Não, digo-vos, mas a separação: pois, desde agora, estarão cinco numa casa, divididos, três contra dois, e dois contra três; estarão divididos: pai contra filho, e filho contra pai; mãe contra filha, e filha contra mãe; sogra contra a sua nora, e nora contra a sogra».

Saber interpretar os sinais dos tempos

| Lc 12, 54-57 |

Dizia, porém, às multidões: «Quando vedes a nuvem levantando-se do ocidente, logo dizeis que 'vem chuva'; e assim acontece; e quando [vedes] o vento sul, dizeis que 'vai estar quente'; e acontece.

Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como, porém, não sabeis discernir este tempo?

Mas, porque não julgais também por vós mesmos o que é justo?»

Reconciliação a tempo

| Lc 12, 58-59 |

«Quando, porém, vais com o teu adversário ao magistrado, no caminho, dá [-lhe] a obra de seres libertado por ele; para que ele não te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho, e o meirinho te lance na prisão.

Digo-te: Não sairás de lá, enquanto não pagares até o último lepto».

O caso dos Galileus e a queda da torre de Siloé

| Lc 13, 1-5 |

Naquele mesmo tempo, porém, aproximaram-se alguns, anunciando-lhe [o caso] dos Galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios deles.

E respondendo, disse-lhes: «Pensais que esses Galileus foram mais pecadores do que todos os Galileus, porque padeceram tais coisas? Não, digo-vos; mas se não vos arrependerdes, todos perecereis igualmente.

Ou aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre em Siloé e matou-os, pensais que eles foram mais culpados do que todos os homens habitantes de Jerusalém? Não, digo-vos; mas se não vos arrependerdes, todos perecereis igualmente».

Parábola da figueira estéril

| Lc 13, 6-9 |

Dizia, porém, esta parábola: «Certo [homem] tinha uma figueira plantada na sua vinha; e veio procurar fruto nela e não o encontrou.

Disse, porém, ao viticultor: 'Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não o encontro. Corta-a {pois}. Para que torna, ainda, a terra inútil?' Mas ele, respondendo, diz-lhe: 'Senhor, deixa-a ainda este ano, para que eu cave em volta dela e ponha estrume; e se, pois, der fruto no futuro [ficará]; se não, cortá-la-ás'».

Cura de uma mulher encurvada

| Lc 13, 10-17 |

Estava, porém, a ensinar numa das sinagogas, ao sábado.

E eis [que estava ali] uma mulher que tinha um espírito de enfermidade, havia dezoito anos; e era inclinada e não podia de modo nenhum olhar para cima.

Vendo-a, Jesus chamou-a e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua enfermidade!» E impôs-lhe as mãos, e ela endireitou-se imediatamente e glorificava a Deus.

Respondendo, porém, o chefe da sinagoga, indignado porque Jesus curara no sábado, dizia à multidão que «São seis os dias em que se deve trabalhar. Vindo, pois, neles, sede curados, e não no dia do sábado!»

Respondeu-lhe, porém, o Senhor e disse: «Hipócritas, qual de vós, no sábado, não solta da manjedoura o seu boi ou o jumento, e o leva a beber? Esta filha de Abraão, porém, que Satanás tinha presa há dezoito anos, não devia ser solta desta prisão, no dia do sábado?»

E dizendo ele essas coisas, todos os seus adversários ficavam envergonhados. E todo o povo se alegrava por todas as coisas gloriosas feitas por ele.

Parábola do grão de mostarda

| Lc 13, 18-19 |

Ele dizia, pois: «A que é semelhante o Reino de Deus, e a que o compararei?

É semelhante a um grão de mostarda que um homem, tomando, lançou na sua horta; cresceu, e fez-se árvore, e as aves do céu abrigaram-se nos seus ramos».

Parábola do fermento

| Lc 13, 20-21 |

E disse outra vez: «A que compararei o Reino de Deus?

É semelhante ao fermento que uma mulher, tomando, ocultou em três medidas de farinha, até que tudo tenha fermentado».

Viagem de Jesus para Jerusalém

| Lc 13, 22 |

E percorria [Jesus] por cidades e aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém.

A porta estreita do Reino de Deus

| Lc 13, 23-24 |

Disse-lhe, porém, alguém: «Senhor, se são poucos os que se salvam?»

Ele, porém, disse para eles: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita; porque muitos, digo-vos, procurarão entrar e não poderão!»

O dono da casa

| Lc 13, 25-30 |

«Quando, porém, o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e começardes a estar de fora, a bater à porta, dizendo: 'Senhor, abre-nos!'; e, respondendo, vos dirá: 'Não sei donde vós sois!'; então começareis a dizer: 'Comemos perante ti e bebemos, e ensinaste nas nossas ruas'; e ele dirá, falando-vos: 'Não sei donde {vós} sois! Afastai-vos de mim, todos os operários da iniquidade!'

Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacob e todos os Profetas no Reino de Deus; mas vós lançados fora!

E virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e reclinar-se-ão à mesa no Reino de Deus.

E eis que existem últimos que serão primeiros, e existem primeiros que serão últimos».

Contra a ameaça de Herodes, Jesus deve morrer em Jerusalém

| Lc 13, 31-33 |

Naquela mesma hora, aproximaram-se alguns dos Fariseus, dizendo-lhe: «Sai e vai-te daqui, porque Herodes quer te matar!»

E [Jesus] disse-lhes: «Indo, dizei a essa raposa: Eis que expulso demónios e faço curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia estou consumado.

É necessário, contudo, que eu caminhe hoje, amanhã e no dia seguinte; porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém!»

Apóstrofes a Jerusalém

| Lc 13, 34-35 |

«Jerusalém, Jerusalém, que matas os Profetas, e apedrejas os que foram enviados a ti, quantas vezes eu quis juntar os teus filhos, como a galinha os seus pintainhos sob as asas, e não quiseste!

Eis que vos é deixada a vossa casa. Digo-vos {porém}: Não me vereis até que {venha [o tempo] em que} digais: 'Bendito o que vem em nome do Senhor!'»

Cura de um hidrópico, em casa de um fariseu

| Lc 14, 1-6 |

E aconteceu que, tendo ele entrado em casa de um dos chefes dos Fariseus, num sábado, para comer pão, também eles estavam a observá-lo.

E eis que certo homem hidrópico estava diante dele.

E respondendo, Jesus disse aos doutores da Lei e aos Fariseus, dizendo: «É lícito curar no sábado ou não?» Eles, porém, calaram-se.

E tomando-o, curou-o e despediu-o.

E disse para eles: «Qual de vós, se um filho ou um boi cair num poço, não o tirará logo, num dia do sábado?»

E não puderam responder a isto.

Escolha dos lugares

| Lc 14, 7-11 |

Dizia, porém, uma parábola aos convidados, reparando como escolhiam os primeiros lugares, dizendo para eles:

«Quando fores convidado por alguém para bodas, não te reclines no primeiro lugar; para que [não aconteça que] um mais digno do que tu tenha sido convidado por ele e, vindo o que convidou a ti e a ele, te diga: 'Dá o lugar a este'; e então, com vergonha, comeces a ocupar o último lugar.

Mas, quando fores convidado, indo, reclina-te no último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: 'Amigo, sobe mais para cima'. Então será uma glória para ti, perante todos os que estiverem reclinados contigo à mesa.

Porque todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado».

Escolha dos convidados

| Lc 14, 12-14 |

Dizia, porém, também, ao que o tinha convidado: «Quando fizeres um almoço ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os vizinhos ricos, para que [não aconteça que] também eles te tornem a convidar, e te seja feita a retribuição. Mas quando fizeres um banquete, chama os pobres, os aleijados, os mancos, os cegos... e serás bem-aventurado, porque não têm com que te retribuir; pois te será retribuído na ressurreição dos justos».

Os convidados que recusam

| Lc 14, 15-24 |

Ouvindo, porém, estas coisas, um dos que estavam com ele à mesa disse-lhe: «Bem-aventurado aquele que comer pão no Reino de Deus!»

Ele, porém, disse-lhe: «Certo homem fez uma grande ceia e convidou muitos.

E à hora da ceia, mandou o seu servo dizer aos convidados: 'Vinde, porque já está preparado'. E começaram todos, simultaneamente, a escusar-se. O primeiro disse-lhe: 'Comprei um campo e tenho necessidade de ir vê-lo. Rogo-te: tem-me como escusado'. E outro disse: 'Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Rogo-te: tem-me como escusado'. E outro disse: 'Casei-me e portanto não posso ir'.

E o servo, voltando, narrou tudo isto ao seu senhor. Então o dono da casa, indignado, disse ao seu servo: 'Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos'.

E disse o servo: 'Senhor, foi feito o que ordenaste, e ainda há lugar'.

E disse o senhor ao servo: 'Sai por caminhos e tapadas, e obriga a entrar, para que a minha casa se encha. Digo-vos, porém, que nenhum daqueles varões que foram convidados provará a minha ceia!'»

Renunciar a tudo para seguir Jesus

| Lc 14, 25-27 |

Iam, porém, com ele muitas multidões. E, voltando-se, disse para elas:

«Se alguém vem a mim, e não odeia o seu pai, a mãe, a mulher e os filhos, e os irmãos e as irmãs, e também ainda a sua vida, não pode ser meu discípulo!

Quem não carrega a sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo!»

Parábola da torre e da guerra

| Lc 14, 28-33 |

«Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, sentando-se, não calcula primeiro a despesa, se tem para a concluir? Para que, depois de ter posto o alicerce, e não podendo concluir, todos os que veem não comecem a escarnecer dele, dizendo que 'este homem começou a edificar e não pôde terminar!...'

Ou qual é o rei que, estando para ir entrar em guerra contra outro rei, sentando-se, não pensa primeiro se pode sair com dez mil ao encontro do que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, enquanto ele ainda está longe, enviando-lhe uma embaixada, pede-lhe as condições de paz.

Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo».

Parábola do sal

| Lc 14, 34-35 |

«Pois bom é o sal; mas se também o sal se tornar insípido, com que será temperado? Não é útil nem para a terra, nem para estrume: lançam-no fora.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça».

Parábola da ovelha perdida

| Lc 15, 1-7 |

Aproximavam-se dele, porém, todos os Publicanos e pecadores, para o ouvir.

E murmuravam os Fariseus e os Escribas, dizendo que «Este recebe pecadores e come com eles!»

Disse, porém, esta parábola, para eles, dizendo: «Qual o homem, entre vós, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai junto da que se perdera, até que a encontre? E encontrando-a, põe-a sobre os ombros, alegre; e vindo a casa, convoca os amigos e os vizinhos, dizendo-lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha que se tinha perdido!'

Digo-vos que, assim, haverá maior alegria no Céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento».

Parábola da dracma perdida

| Lc 15, 8-10 |

«Ou qual é a mulher, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende uma lâmpada, e não varre a casa, e procura diligentemente até encontrá-la? E encontrando-a, convoca as amigas e as vizinhas, dizendo: 'Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma que tinha perdido!'

Assim, digo-vos: Faz-se alegria perante os anjos de Deus, por um só pecador que se arrepende».

Parábola do filho pródigo

| Lc 15, 11-32 |

Disse, porém:

«Certo homem tinha dois filhos.

E o mais novo deles disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence'. Ele, porém, repartiu-lhes os bens.

E não muitos dias depois, juntando tudo, o filho mais novo partiu para uma região distante, e ali dissipou os seus bens, vivendo luxuriosamente.

Tendo ele, porém, consumido tudo, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidades. E, tendo ido, aderiu a um dos cidadãos daquela região, e ele mandou-o para os seus campos a apascentar porcos. E desejava saciar-se com as bolotas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava.

Voltando, porém, a si, afirmou: 'Quantos empregados do meu pai têm abundância de pão, mas eu aqui pereço de fome! Levantando-me, irei junto do meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o Céu e perante ti! Já não sou digno de ser chamado teu filho; faz-me como um dos teus empregados'.

E levantando-se, veio para junto do seu pai. Estando ele ainda longe, o seu pai viu-o, e movido de compaixão, e correndo, lançou-se ao pescoço dele e beijou-o. Disse-lhe, porém, o filho: «Pai, pequei conta o Céu e perante ti! Já não sou digno de ser chamado teu filho!'

Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa o primeiro vestido e vesti-lho, e dai um anel para a mão dele e calçados para os pés; e trazei o vitelo cevado e matai-o e, comendo, alegremo-nos; porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi encontrado'. E começaram a alegrar-se.

O seu filho mais velho, porém, estava no campo. E como, voltando, se aproximasse de casa, ouviu música e danças; e chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. Ele, porém disse-lhe que 'Veio o teu irmão; e o teu pai matou o vitelo cevado, porque o recebeu salvo'. Mas ele indignou-se e não queria entrar.

O pai dele, porém, saindo, pedia-lhe. Ele, porém, respondendo, disse ao seu pai: 'Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; e nunca me deste um cabrito para me alegrar com os meus amigos... Mas logo que voltou este teu filho, que devorou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo cevado!!'

Mas ele disse-lhe: 'Filho, tu está sempre comigo e tudo o que é meu é teu; mas era necessário alegramo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado'».

Parábola do ecónomo esperto

| Lc 16, 1-12 |

Dizia, porém, também aos discípulos: «Havia certo homem rico, que tinha um ecónomo; e este foi acusado perante ele de ter dissipado os bens dele.

E chamando-o, disse-lhe: 'Que é isso que ouço acerca de ti? Presta contas do teu economato, porque já não poderás mais ser ecónomo'.

Disse, porém, o ecónomo consigo: 'Que farei, já que o meu senhor me tira a economia? Para cavar, não tenho força; de mendigar, tenho vergonha... [Já] sei o que farei, para que, quando for removido da economia, me recebam nas suas casas'.

E chamando cada um dos devedores do seu senhor, dizia ao primeiro: 'Quanto deves ao meu senhor?' Mas ele disse: 'Cem cados de azeite'. Disse-lhe, porém: 'Toma a tua conta e, sentando-te depressa, escreve cinquenta'.

Seguidamente, disse ao outro: 'Tu, porém, quanto deves?' Disse, porém, ele: 'Cem coros de trigo'. Diz-lhe: 'Toma a tua conta e escreve oitenta'.

E o senhor louvou o ecónomo da iniquidade, por ter agido prudentemente; porque os filhos deste século são mais prudentes do que os filhos da luz, na sua geração.

E eu digo-vos: Fazei para vós amigos com o Mamona [= a riqueza] da iniquidade; para que, quando faltar, vos recebam nos tabernáculos eternos.

Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito; e quem é iníquo no pouco, também é iníquo no muito. Se, pois, não fostes fiéis no iníquo Mamona [= riqueza], quem vos confiará o verdadeiro? E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?»

Deus e a riqueza

| Lc 16, 13 |

«Nenhum servo pode servir dois senhores; porque ou odiará um e amar o outro, ou aderirá a um e desprezar o outro. Não podeis servir Deus e Mamona [= riqueza]».

Contra os Fariseus, amigos do dinheiro

| Lc 16, 14-15 |

Os Fariseus, porém, que eram amigos do dinheiro, ouviam todas essas coisas e escarneciam dele.

E ele disse-lhes: «Vós sois os que vos justificais perante os homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque o que é elevado para os homens, é abominação perante Deus».

Entrada violenta no Reino de Deus

| Lc 16, 16 |

«A Lei e os Profetas [vigoraram] até João. Desde então, o Reino de Deus é evangelizado, e todo [o homem] se esforça por entrar nele».

Perenidade da Lei

| Lc 16, 17 |

«É mais fácil, porém, passar o céu e a terra do que cair um ápice da Lei».

Contra o divórcio

| Lc 16, 18 |

«Todo aquele que repudia a sua mulher e casa com outra, comete adultério; e quem casa com a repudiada pelo marido, comete adultério».

Parábola do rico avarento e do pobre Lázaro

| Lc 16, 19-31 |

«Havia certo homem rico; e vestia-se de púrpura e de linho fino, banqueteando-se cada dia, esplendidamente.

Certo pobre, porém, de nome Lázaro, jazia à porta dele, coberto de chagas, e desejando saciar-se com as [migalhas] que caíam da mesa do rico; mas até os cães, vindo, lambiam as chagas dele.

Aconteceu porém que o pobre morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; mas morreu também o rico e foi sepultado.

E no Inferno, levantando os seus olhos, estando ele em tormentos, via Abraão, ao longe, e Lázaro no seio dele. E ele, clamando, disse: 'Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia Lázaro, para que molhe a ponta do dedo dele em água e refresque a minha língua, porque estou atormentado nesta chama!...'

Disse, porém, Abraão: 'Filho, lembra-te de que recebeste as tuas coisas boas na tua vida, e Lázaro, igualmente, os males; agora, porém, ele aqui é consolado; tu, porém, atormentado. E nestas coisas todas, entre nós e vós foi firmado um grande abismo, de modo que os que querem passar daqui para vós não podem, nem daí passar para nós'.

Disse, porém, [o rico]: 'Rogo-te, pois, pai, que o envies a casa do meu pai, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, para que não venham eles também para este lugar de tormentos!' Diz, porém, Abraão: 'Têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos'.

Mas ele disse: 'Não, pai Abraão; mas se alguém dos mortos for até eles, arrepender-se-ão!» Disse-lhe, porém [Abraão]: 'Se não ouvem Moisés e os Profetas, não acreditarão, nem se alguém dos mortos ressuscitar!'»

Contra os escândalos dos pequenos

| Lc 17, 1-3a |

Disse, porém, aos seus discípulos: «É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vêm! Era-lhe mais útil, se uma pedra de moinho fosse posta em volta do pescoço dele e que fosse lançado ao mar, do que escandalizar um destes pequeninos!

Tende cuidado convosco!»

Correção fraterna

| Lc 17, 3b-4 |

«Se o teu irmão pecar, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E se sete vezes por dia ele pecar contra ti e sete vezes voltar a ti, dizendo: 'Estou arrependido', perdoar-lhe-ás».

O poder da fé

| Lc 17, 5-6 |

E disseram os Apóstolos ao Senhor: «Aumenta-nos a fé!»

Disse, porém, o Senhor: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a {esta} amoreira: 'Desenraíza-te e planta-te no mar'; e ela obedecer-vos-ia!»

Parábola dos servos inúteis

| Lc 17, 7-10 |

«Qual de vós, porém, tendo um servo a lavrar ou a apascentar [gado], lhe dirá, ao voltar ele do campo: 'Chega-te imediatamente, reclina-te à mesa'? E não lhe dirá: 'Prepara o que vou cear e cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo, e depois disto, comerás e beberás tu'? Porventura agradecerá ao servo, porque ele fez o que lhe foi mandado?

Assim, também vós, quando fizerdes todas as coisas que vos foram mandadas, dizei que 'Somos servos inúteis: fizemos [só] o que devíamos fazer!»

Cura de dez leprosos, entre a Samaria e a Galileia

| Lc 17, 11-19 |

E aconteceu que, quando [Jesus] ia para Jerusalém, e ele passava entre a Samaria e a Galileia, e ao entrar ele em certa aldeia, ocorreram-lhe dez varões leprosos, que pararam ao longe. E eles levantaram a voz, dizendo: «Jesus, Chefe, tem compaixão de nós!»

E vendo, disse-lhes: «Indo, mostrai-vos aos sacerdotes!» E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos.

Um deles, porém, quando viu que foi curado, voltou, glorificando a Deus em alta voz; e caiu com o rosto [por terra] aos pés dele, dando-lhe graças. E este era samaritano.

Respondendo, porém, Jesus disse: «Não foram limpos dez? Os nove, porém, onde estão? Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?» E disse-lhe: «Levantando-te, vai: a tua fé salvou-te».

Vinda do Reino de Deus

| Lc 17, 20-21 |

Sendo, porém, [Jesus] interrogado pelos Fariseus: «Quando vem o Reino de Deus?», respondeu-lhes e disse: «O Reino de Deus não vem com aparência; nem dirão: 'Ei-lo aqui' ou: 'Ali!'; pois o Reino de Deus está dentro de vós».

A vinda inesperada e fulgurante do Filho do Homem

| Lc 17, 22-37 |

Disse, porém, aos discípulos: «Dias virão em que desejareis ver um dia do Filho do Homem e não vereis.

E dir-vos-ão: 'Ei-lo ali!' {ou} 'Ei-lo aqui!' Não vades, nem os sigais; pois, assim como um relâmpago, relampejando desde um extremo inferior do céu até ao outro extremo inferior do céu, ilumina, assim será o Filho do Homem {no seu dia}.

Mas primeiro é necessário que ele padeça muitas coisas e que seja rejeitado por esta geração.

E como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam-se, davam-se em casamento... até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu-os todos.

Da mesma forma, como aconteceu nos dias de Lot: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, edificavam... mas no dia em que Lot saiu de Sodoma choveu fogo e enxofre do céu e destruiu-os todos.

Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestará. Naquele dia, quem estiver no teto, e tendo os seus bens em casa, não desça para tirá-los; e o que estiver no campo, do mesmo modo, não volte para trás. Lembrai-vos da mulher de Lot.

Qualquer um que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer um que a perder, vivificá-la-á.

Digo-vos: Naquela noite, estarão dois numa cama: um será tomado e o outro deixado. Duas [mulheres] estarão moendo juntas: uma será tomada, mas a outra deixada.»

E respondendo, dizem-lhe: «Onde, Senhor?» Ele, porém, disse-lhes: «Onde estiver o corpo, aí se juntarão também as águias [= os abutres]».

Parábola do juiz iníquo e da viúva

| Lc 18, 1-8 |

Dizia-lhes, porém, uma parábola, sobre que se deve orar sempre e não desfalecer, dizendo:

«Havia certo juiz, em certa cidade, que não temia a Deus nem respeitava o homem.

Havia também uma viúva, naquela mesma cidade, e vinha até junto dele, dizendo: 'Faz-me justiça contra o meu adversário!'

E por muito tempo, ele não queria. Mas depois disto, disse consigo: 'Ainda que não temo a Deus, nem respeito o homem, todavia, porque esta viúva me incomoda, fazer-lhe-ei justiça, para que ela não me moleste, vindo por último'».

Disse, porém, o Senhor: «Ouvi o que o juiz da iniquidade diz. Deus, porém, não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite, e terá paciência sobre eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça.

Mas o Filho do Homem, vindo, encontrará fé sobre a terra?»

Parábola do fariseu e do publicano

| Lc 18, 9-14 |

Disse, porém, também, esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros:

«Dois homens subiram ao templo para orar: um fariseu, e o outro publicano.

O fariseu, de pé, orava isto consigo mesmo: 'Deus, graças te dou, porque não sou como os outros homens: ladrões, injustos, adúlteros... nem ainda com este publicano! Jejuo duas vezes na semana, dou o dízimo de tudo o que possuo...'

O publicano, porém, ao longe, de pé, não queria nem levantar os olhos ao céu, mas batia no seu peito, dizendo: 'Deus, tem misericórdia de mim, pecador!'

Digo-vos: Este desceu justificado para sua casa, ao contrário do outro. Porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado».

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 


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