Dubitando, ad veritatem parvenimus... aliquando! Duvidando, chegamos à verdade... às vezes!
 
Prefácio do «sítio»

Este «sítio» é dedicado a todas as pessoas que procuram sentido para a existência, olhando acima da mesquinhez deste mundo. É o seu caso?

É, certamente, embora, talvez, sem disso dar conta. Não foi justamente você que decidiu entrar neste pequeno oásis para pessoas pensantes?

Tenha, pois, alguma arrebatação íntima, porque faz parte do microscópico número de seres que, questionando-se e saindo dos parâmetros dos apelos do nada em potência, têm a obrigação de ser exemplo que tempere a insalubridade de tantos milhares que nem sequer sabem que esperam por si, caro(a) cibernauta.

Se não fossem os poucos seres verdadeiramente pensantes que têm aparecido ao longo da História, é certo que o mundo seria totalmente diferente. Veja, pois, a majestosa obrigação de remexer o pântano humano em que nos vemos submergidos. Na rutura é que está a evolução!

O máximo problema da nossa sociedade é não procurar o FIM do fim. Pouco adiantará, decerto, tentar a pseudo-terapia da moral filosófica ou poética, muito na moda em certas «castas». É necessário refazer a carapaça da idiossincrasia que nos foi imposta, como se tivéssemos de refazer um edifício desde os seus fundamentos. Só assim seremos capazes de atingir a compreensão, a qual só é possível se for baseada em sólidos fundamentos não teóricos.

A busca do nada para além do nada do estritamente imediato é que causa (quase) todos os problemas que afetam a nossa sociedade. E não é com uma moral decorativa que algum poderá ser resolvido, senão com uma perfeita revolução mental até fundamentos sólidos.

Frequentemente, a «curiosidade científica» tem conduzido ao extremo oposto do desejo mais profundo de saber do ser humano. Temos, assim, seres humanos orgulhosamente ignorantes! Faz-se, pois, da ausência de sentido o próprio sentido. O sentido da vida e da existência passa a ser a própria ausência de sentido! O nada é tudo e tudo é nada! A liberdade humana torna-se supostamente absoluta, pela absoluta grandeza do nada.

Se cada um de nós vem do nada e para ele volta, que argumentos passamos a ter para ultrapassar os apelos do nada do imediato? Como podemos convencer alguém a não se drogar, a não roubar, a não nos trair matrimonialmente, a trabalhar honestamente pelo bem de todos, etc., etc.? Estes e tantos outros problemas não se resolvem com uma moral decorativa filosófica e poética, mas com uma revolução mental profunda, que faça assentar em fundamentos existenciais sólidos.

Estes fundamentos só se adquirem, se derrubarmos, pela dúvida, a carapaça que nos foi imposta por esta sociedade. Só assim poderemos chegar à VERDADE! Acontece, no entanto, que as dúvidas habituais fazem parte da própria carapaça imposta pela sociedade! Duvida-se de muitas coisas, porque é moda duvidar delas e porque assim fomos ensinados! É este o motivo pelo qual muitos duvidam, mas não chegam à verdade!

A dúvida que conduz à verdade exige esforço individual, por vezes heroico, obrigando à solidão reflexiva, a destruir os nossos preconceitos e a suportar os preconceitos das outras pessoas. Mas... que são uns míseros 70 ou 80 anos, em comparação com a infinita sucessão de biliões de anos da Eternidade, a ausência de espaço-tempo?

Seremos nós mais inteligentes que tantas pessoas heroicas que têm vivido neste mundo em tantas épocas e lugares diferentes? Não nos referimos à grandeza que a sociedade concede, porque essa depende do jogo de interesses de cada época e de cada ideologia dominante. Uma pessoa é famosa num certo contexto social e ideológico, mas não noutro. De qualquer forma, depois de termos morrido, de nada nos interessará a fama neste mundo, nem sequer se nos canonizam! A verdadeira grandeza humana não é compreendida pelo comum dos mortais.

Neste nosso propósito, caro(a) cibernauta, contamos com todos aqueles que nos podem fornecer elementos úteis. Este «sítio» destina-se a tratar de todas as realidades humanas, desde que estejam orientadas numa perspetiva escatológica. Nada deve estar aqui, sem a orientação para a FINALIDADE ÚLTIMA.

O autor do «sítio»


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DVBITANDO, AD VERITATEM PARVENIMVS... ALIQVANDO!
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